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17 de out de 2011

Minha vida de cinéfila

       Continuo exercendo minha cinefilia. Não vejo outra saída. Alguns acham que é uma fixação doentia, mas afirmo que é uma maneira intelectual de ver a vida. O cinema nos proporciona um painel visual das idiossincrasias do homem. Às vezes substrai  quando pretende mostrar o lado menos lisonjeio da vida e, na mesma medida, consegue somar para exibir as pelejas, as conquistas... o triunfo. O cinema precisa também que o espectador esteja lá (inteiro!) para dividir essas emoções com os outros espectadores. E no final, multiplica-se o  prazer de ter assistido a um bom enredo cinematográfico.
        Filmes são capazes de nos transportar para a dimensão onírica. Que pesem sobre os ombros da sétima arte a incansável busca pela perfeição. A maioria dos cineastas teme muitos improvisos e sets precários. É assim por que uma mensagem precisa ser passada. Aos roteiristas, pobres mentes atormentadas por ideias, fica a tarefa de transpor para o papel o sonho, a vida, a luta. Aos atores o ofício de atuar demanda, além de técnica, uma paixão que transcende.
        Cinema é uma experiência  poderosa, cuja essência está em tornar grandioso e singular acontecimentos que, na vida real, seriam no máximo interessantes. Elevar ao superlativo algo comum! Eis a arte de encenar, de filmar, de roteirizar, de iluminar, de sonorizar as coisas da vida, as coisas da vida da gente. O cinema já fez muito por mim.


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